Campo Grande - Capital MS

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Turismo

Campo Grande dispõe de uma grande infraestrutura tanto para o turismo tradicional quanto para turismo de eventos e histórico. Oferece várias opções de hotéis e equipamentos de lazer rural e urbano, sendo considerada um importante ponto turístico em território brasileiro. Campo Grande é uma das opções por onde começa a aventura turística dos que se propõem a conhecer o Pantanal. A cidade tem seu próprio gestor de turismo, o Campo Grande Convention & Visitors Bureau.

Campo Grande também se destaca no turismo de eventos, oferecendo diversas oportunidades de negócios. Recebe vários eventos nacionais e internacionais, dispondo de uma infraestrutura de serviços. Também a opção do turismo rural. Pode-se conhecer estâncias, pousadas rurais, pesque-pagues, trilhas ecológicas, cachoeiras e fazer esportes radicais e cavalgadas. No day-use o turista pode conhecer a história e cultura dos peões locais, além de ter a opção de comprar guloseimas e artesanato rural.

Monumentos

Os monumentos são marcos de sua história e eternizam a importância dos povos que contribuíram para a evolução urbana de Campo Grande. Algumas edificações se mesclam a história da cidade. O Monumento do Aviador na Base Aérea de Campo Grande é homenagem o Tenente Aviador Chaves Filho, Sub Comandante da Base. Já Monumento ao Índio no Parque das Nações Indígenas simboliza e homenageia a cultura indígena. O Monumento da Imigração Japonesa na Praça da República de Campo Grande traz a marca a chegada da colônia japonesa ao Estado, no início do século XX. A obra, que representa a maquete de uma casa típica japonesa, é do escultor Yutaka Toyota e está localizada na área central da Praça da República, tendo sido inaugurada no dia 26 de agosto de 1979 em homenagem aos 70 anos da imigração japonesa.

Monumento Carro de Boi, também conhecido por Monumento dos Imigrantes, é considerado o marco da fundação da cidade. Tal monumento marca o local onde chegaram as primeiras famílias de migrantes em Campo Grande, que vieram de Minas Gerais desbravar a região. Idealizado pela artista plástica Neide Ono e construído em 1996, o monumento é representado por um carro de boi, meio de locomoção utilizado pelos colonizadores da cidade. Localizado ao lado do Horto-Florestal.

Monumento Pantanal Sul no Aeroporto Internacional de Campo Grande é representado por dois tuiuiús, símbolo do Pantanal.

Monumento Obelisco foi construído em homenagem aos fundadores da cidade, e inaugurado no dia 26 de agosto de 1933, na gestão do então Prefeito Ytrio Corrêa da Costa, num projeto do Engenheiro Newton Cavalcante, na época comandante da Circunscrição Militar. Foi tombado como Patrimônio Histórico de Campo Grande em 26 de Setembro de 1975.

Monumento Relógio Central, originalmente construído na confluência da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena, foi ponto de referência da cidade, onde aconteciam grande reuniões e comícios políticos. A réplica existente, inaugurada em 2000, imita o original, que media 5 metros de altura, possuía um relógio com quatro faces e foi demolido em nome do progresso.

Cultura

A cultura em Campo Grande é marcada pela diversidade de costumes, música e gastronomia e reflete traços culturais singulares devido à herança deixada pelos índios e diversas raças, como a europeia, sírio-libanesa, japonesa, paraguaia, boliviana e pelos migrantes oriundos de outros Estados que aqui se radicaram.

Música

Na capital sul mato grossense destacam-se os seguintes gêneros como o chamamé, guarânia e sertanejo. Neste último, a cidade tem sido uma das maiores portas para o sucesso de artistas do gênero, como Almir Sater, Geraldo Espíndola, Tetê Espíndola, Luan Santana e Michel Teló, até duplas, como Maria Cecília & Rodolfo e João Bosco & Vinicius.
Campo Grande vem crescendo musicalmente a cada ano e nota-se uma mudança significativa na qualidade de seu produto musical. O estilo Sertanejo que sempre foi o ponto forte da região, começa a abrir espaço para novos movimentos musicais que contam com bandas de Rock (já tradicionais, porém menos expressivas até então), Jazz, MPB, Grupos de Percussão, Música Eletrônica e Música Clássica.
Grupos como Muchileiros, Sarravulho, Bêbados Habilidosos, Grupo Acaba, Bojo Malê, Grupo Tradição, Dombrás, Curimba, O Bando do Velho Jack, Agemaduomi são alguns destaques na cena musical de Campo Grande em seus respectivos gêneros.

Culinária

A culinária de Campo Grande incorpora vários sabores. Na cidade os restaurantes incorporaram ao cardápio local receitas desenvolvidas com produtos regionais. Um exemplo é o nhoque de mandioca com molho de carne-seca. Também se destaca o churrasco de carne bovina (por conta da forte influência gaúcha) com mandioca (hábito adquirido com os índios). Para completar umas gotas de shoyu, tempero japonês a base de soja (shoyu = soja em japonês), que se tornou popular entre os campo-grandenses. Do Japão também veio outro prato típico: o sobá, que é um tipo de macarrão, sendo a primeira cidade no Brasil a dispor desse tipo de restaurante.

Os peixes também têm sua importância gastronômica, sendo muito comum o pacu, dourado, pintado e piranha. A sopa paraguaia, também muito comum, é um tipo de bolo com milho, cebola e queijo. Outro prato comum é a chipa, semelhante ao pão-de-queijo. Outros pratos que também são comuns são os feitos com pequi, como arroz ou galinha com pequi (cuidado para não se machucar com os espinhos dentro da fruta), além de guariroba e arroz carreteiro com charque.

Como bebida típica há o tereré (feito com infusão de erva-mate e água gelada), servido numa guampa geralmente de chifre de boi e com uma bomba, de fácil preparo e tomado nos encontros entre amigos e familiares. Existem regras bem definidas numa roda de tereré e que devem ser respeitadas. A bebida é consumida especialmente nos fins-de-semana, acompanhada de música regional.

Vida noturna

Campo Grande possui diversão para os mais diversos públicos e sua vida noturna é muito rica e movimentada, tendo várias opções para sair na cidade, especialmente nos fins de semana.

Para o calor do fim da tarde há vários bares espalhados pela cidade, um para cada tipo de gosto, especialmente regional. Mas há baladas variadas também: boates, matinês, shows e festas temáticas (dos anos 80, por exemplo). A noite vem crescendo cada vez mais com a inauguração de novos bares e casas noturnas. Há ainda os restaurantes e vários destes servem variados tipos de comida, possuindo também a opção de rodízios, principalmente pizzarias. Na cidade há no total quase 1000 estabelecimentos de bares, choperias, lanchonetes e restaurantes.

Produtos regionais

Um dos seus maiores símbolos de Campo Grande nasceu da inspiração de Conceição Freitas da Silva, mais conhecida por Conceição dos Bugres. Suas esculturas de bugrinhos ficaram famosas no resto do mundo. Mesmo depois de sua morte, seus descendentes continuaram seu projeto.

O artesanato indígena, principalmente terena e kadiwéu também é muito comum na cidade. Na produção terena se destacam a cerâmica, adornos, objetos em palha, barro e tecelagem. Na produção kadiwel se destaca mais o barro.

Atualmente na cidade há peças esculpidas em osso e couro de peixe. Esculturas de tuiuiús, garças, onças também se destacam.

Também se destacam o artesanato rural como arreio, berrante e agroprodutos.

Em prédios públicos, como a Casa do Artesão (situado na esquina da Avenida Calógeras a Afonso Pena, no Centro), há várias opções disponíveis. Há também a Praça dos Imigrantes, onde são comercializados trabalhos manuais.

Campo Grande é um dos maiores núcleos de artesanato do estado, possuindo vários espaços.

Locais como o Barroart, Feira Central: também conhecida como "Feirona", foi fundada no início dos anos 70, Feira Indígena, Memorial da Cultura Indígena, Mercado Municipal Antônio Valente e Praça da República de Campo Grande são alguns dos principais pontos de cultura regional de Campo Grande.

Arquitetura

Campo Grande possuindo avenidas amplas e largas que se cruzam nos sentidos norte-sul e leste-oeste, formando um desenho semelhante a um tabuleiro de xadrez.

A cidade experimentou um "boom" de desenvolvimento nas década de 1960, década de 1970 e década de 1980, condição que acabou facilitando também a construção das primeiras estradas de acesso, sendo grande polo atrativo de empregos. Já na década de 1990, definhava na ausência de perspectivas econômicas, chegando até mesmo a sofrer déficit nas estatísticas de crescimento, recuperando-se a partir do final dessa década. Há uma perspectiva de que no início da década de 2020 conte com mais de 1 milhão de habitantes, podendo assim ser considerada uma metrópole regional.

Nos últimos anos houve um grande crescimento de construções voltadas para as classes A e B, ultrapassando R$ 1 bilhão só na fase de implantação. Isso se dá pelas seguintes razões: saturação dos grandes centros (que já não têm mais espaço para determinadas atividades econômicas); da estabilidade econômica e aumento da renda da população local; incentivos municipais e estaduais, que vão desde a isenção de ISS (Imposto sob Serviços de Qualquer Natureza) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) até doação de áreas e execução de terraplanagem. O fato de que na cidade não existe concentração de indigentes e pedintes de rua, se comparado aos grandes centros, também pesa na hora de atrair investidores. Os programas sociais dos governos conseguiram amenizar a situação crônica enfrentada pelas famílias excluídas. A cidade é a primeira capital a eliminar todas as favelas e, além disso, os índices de violência são considerados muito baixos para os padrões brasileiros.

Influência regional

Campo Grande, com 787 mil habitantes e 30 relacionamentos diretos, é uma capital regional A. Campo Grande é uma das duas cidades de MS (juntamente com Dourados) que, como as metrópoles, também se relacionam com o extrato superior da rede urbana. Com capacidade de gestão no nível imediatamente inferior ao das metrópoles, têm área de influência de âmbito regional, sendo referidas como destino, para um conjunto de atividades, por grande número de municípios. Campo Grande é uma das 11 cidades no Brasil com a classificação Capital Regional A.

Transporte

O transporte interurbano que atende o município é dividido em rodoviário e aéreo. Por automóvel, suas principais rodovias são a BR-060, BR-163 e BR-262, além das estaduais. A cidade ainda conta com o Terminal Rodoviário de Campo Grande, ao qual operam 20 empresas que dispõem de linhas de ônibus rodoviário para várias partes do Brasil.

O Aeroporto Internacional de Campo Grande é o maior do estado, possuindo duas pistas de 2.600m, uma área de embarque de 6 mil m², 5 empresas de transporte e distante 6 km do Centro. O aeroporto Santa Maria: situado a leste de Campo Grande, na zona rural, recebe pequenos aviões particulares e agrícolas. Já o Teruel: situado no sul da cidade, a 15 km da região central, recebe pequenos aviões particulares e agrícolas.

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